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Amaro em Beja, ou a igreja de São Frutuoso próxima de Braga,
o mais puro exemplo da arquitectura bizantina da Península Ibérica Por outro
lado, o melhor exemplo das construções romanas que podemos apontar é sem dúvida
o Templo Romano (2-3 a. C), em Évora. O estilo românico surge em Portugal na
segunda metade do século XI, introduzido pelos monges da ordem de Cluny. Este
estilo cujos traços estão bem patentes nas catedrais de Braga, Porto, Lamego e
Coimbra (especialmente na Sé Velha) manteve-se até aos princípios do século XIII.
Mais tarde, neste século, surgem as primeiras linhas que darão origem ao estilo
gótico, introduzido pelos monges cistercianos. Tendo como planta a cruz
católica, estas igrejas apresentam extensas naves, abóbadas em ogiva e paredes
naturalmente iluminadas por enormes janelas cobertas de vitrais, os melhores
exemplos do estilo gótico encontram-se nos mosteiros de Alcobaça e Batalha, na
região do Vale do Tejo. Com os Descobrimentos, o período gótico sofre uma
evolução: o estilo Manuelino, um retrato do período de expansão colonialista que
o Império português conhece no século XV. As influências mouriscas são
reabilitadas, conjugando-se com novos motivos, marítimos, que ornamentam as
construções: cordas entrançadas, cabos, âncoras e corais, são algumas das
constantes. Este estilo único tem a sua maior presença no Convento de Cristo, em
Tomar, no Mosteiro da Batalha, nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, na Torre
de Belém, ou nas igrejas de Jesus, em Setúbal. O estilo renascentista foi
introduzido no país por arquitectos franceses em 1517, vindo de Itália,
funcionando apenas como forma decorativa. Só a partir de 1530 é que surge o
estilo renascentista na arquitectura. As catedrais de Leiria e de Portalegre são
dele um excelente exemplo, bem como o colégio Jesuíta em Évora, ou a Casa dos
Bicos, em Lisboa.
No entanto, este estilo rapidamente dá lugar a um outro, o maneirismo, que ganha
em solo nacional características muito específicas e que se manterá por um longo
tempo de 1550 a 1710. Para a difusão deste estilo arquitectónico no nosso país
foi fundamental o papel da Companhia de Jesus, decretando que o interior das
igrejas fosse amplo e homogéneo e que de todo o lado se pudesse ver o altar-mor
e o púlpito. Como exemplos podemos citar a igreja do Espírito Santo em Évora, a
capela-mor da igreja dos Jerónimos (1571-1572), a igreja de São Roque, ou a
igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa. A ornamentação das igrejas é um ponto
chave do maneirismo: talha dourada, azulejos e quadros a óleo que dão um
ambiente magnífico aos interiores, contrapondo com as linhas sóbrias e simples
dos edifícios. Do século XVII até meados do século XVIII, o estilo barroco
predominou em Portugal, sendo no entanto na ornamentação que este estilo ganha
verdadeira expressão no nosso país. O convento de Mafra, é considerado o seu
maior exemplo, com a sua magnífica biblioteca de 88 metros de comprimento, mas
não podemos deixar de citar o aqueduto das Águas Livres, a igreja e escadas do
Bom Jesus de Braga, ou o Santuário da Nossa Senhora dos Remédios em Lamego, este
dois já ostentam uma mistura de barroco com rococó (última fase deste estilo).
Se o rococó foi a última fase do barroco e onde este alcançou a sua maior
expressão, chegando a um estilo altamente vistoso e exuberante, o neoclassicismo
surge como um corte radical com esse estilo. As suas linhas recuperam a
sobriedade e elegância, como se pode ver no Mosteiro de Santa Clara-a-nova em
Coimbra, ou na capela de S. João Baptista na Igreja de São Roque, em Lisboa
(1742). O Palácio da Ajuda, em Lisboa, pode ser também um bom exemplo deste
estilo arquitectónico. (Articulo enviado por:
Stewart Orozco
stewart.arq@gmail.com) |